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Anna Laura Cantone fala sobre o humor dos seus personagens

IMG_8118Narigudos, pescoçudos, obesos ou magros demais. Os personagens criados pela ilustradora italiana Anna Laura Cantonne “estão longe” de seguir um padrão de beleza, mas apesar da estranheza, são famosos por divertir e surpreender as pessoas. Na tarde deste domingo (18), último dia de atividades do Filig 2015, Anna Laura ministrou a palestra sobre “Poesia e humor na ilustração”, no Parque Ruber Van der Linden (Pau Pombo).

“Confesso que nunca tive a oportunidade de ilustrar um livro de poesia, o que espero poder fazer em breve. Mas em relação ao humor, convivo com ele 24 horas por dia”, disse Anna Laura, aos risos. Ela conta que os seus personagens estão presentes o tempo inteiro em seus pensamentos e são sempre engraçados. “Imagino personagens estranhos o tempo todo. Às vezes me vejo rindo sozinha, apenas com os meus pensamentos”.

Apesar da pouca idade (38 anos), Anna Laura possui 15 anos de carreira. Sua paixão por ilustrações surgiu após conhecer a obra do cartunista italiano, já falecido Benito Jacovitti. “Descobri o seu trabalho na adolescência e ele me inspira até hoje”, conta.

Anna Laura Cantone já ilustrou 300 livros, mas acredita que por seus personagens serem “estranhos” para muita gente, não são tão “comerciáveis” para o mercado. No início da carreira, ela teve um pouco de dificuldade em despertar o interesse das editoras. Uma editora chinesa sediada em Taiwan foi a primeira a publicar um trabalho da ilustradora, em 2002. De lá para cá, ela já recebeu diversos prêmios. A obra “O mundo da Infância” (2003) recebeu o Prêmio Andersen de Melhor Livro para Crianças. Seus trabalhos já foram selecionados pela Feira de Livros de Bolonha; Bienal de Ilustração de Bratislava; e pela Feira Nacional do livro de Taipei.

Mas para a ilustradora, o melhor reconhecimento vem das crianças. “A primeira reação de uma criança ao ver minhas ilustrações é achar estranho, feio. Porém, poucos minutos depois, muitas já começam a dar risadas com os personagens e a identificar suas qualidades. Descobrem que não é necessário seguir um padrão de beleza para ser interessante. Que também é bom ser diferente. E isso é muito gratificante”.

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